TOSSE DOS CANIS

A Traqueobronquite Infecciosa Canina (TIC), mais conhecida como “Tosse dos Canis” é uma doença respiratória relativamente comum e sem maior gravidade que acomete os cães e costuma se desenvolver em lugares onde sua aglomeração é comum, como canis, pet shops, exposições, etc. Continue reading “TOSSE DOS CANIS”

RINOTRAQUEÍTE FELINA – GRIPE DE GATO

A Rinotraqueíte Felina é uma doença causada pelo Herpesvírus. Também conhecida como “gripe de gato”, é uma das principais doenças que atingem o sistema respiratório dos felinos, principalmente os gatos de até 2 anos.

É uma doença de fácil transmissão, podendo ser fatal caso o animal não receba o tratamento adequado. Por isso, caso perceba sintomas como febre, apatia, corrimento nasal e ocular, falta de apetite e até mesmo depressão, PROCURE UM MÉDICO VETERINÁRIO IMEDIATAMENTE.

A maioria dos gatos infectados se tornam portadores assintomáticos, isto é, carregam o vírus ao longo da vida mas não apresentam sintomas. Nesses casos, o vírus se manifesta em situações de baixa imunidade ou de estresse.

Além dos sintomas citados acima, a doença também pode apresentar aftas na boca, salivação e lesões no nariz e na face, além de pneumonia e distúrbios dermatológicos. Nos filhotes, os sintomas geralmente são mais fortes e, na maioria das vezes, levam o animal a óbito.

A principal forma de transmissão da Rinotraqueíte Felina é por meio das secreções nasais e lacrimais, que é por onde o animal elimina o vírus. O contagio também pode ocorrer pelas gotículas de espirro e tosse do animal infectado.

Gatas prenhes também podem transmitir a doença para o feto durante a gestação. Porém, a probabilidade maior neste caso é que a gata não chegue ao fim da gestação, pois a maioria acaba abortando.

O tratamento da Rinotraqueíte Felina consiste basicamente no combate aos sintomas e no fortalecimento do organismo do gato, e SOMENTE O MÉDICO VETERINÁRIO PODERÁ AVALIAR O CASO E ORIENTAR O MELHOR TRATAMENTO CONFORME OS SINTOMAS APRESENTADOS. Reposição de líquido e alimentos por via venosa, utilização de antibióticos e anti-inflamatórios, colírios, etc. estão entre as principais ações adotadas, uma vez que não existe um medicamento que combata diretamente o vírus.

O tempo para recuperação vai depender da gravidade dos sintomas, mas geralmente ocorre entre 20 e 30 dias.

A principal forma de prevenção da Rinotraqueíte Felina é a vacinação. A vacina Quádrupla Felina deve ser aplicada entre os 45 e 60 dias de vida, sempre seguindo a orientação do Médico Veterinário. Evitar o contato do seu bichano com gatos desconhecidos também ajuda na prevenção, uma vez que muitos gatos podem ser portadores do vírus e não apresentarem sintomas.

VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA FELINA (FIV)

O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) pertence à mesma subfamília do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), porém, afeta somente felinos, inclusive os selvagens. Por isso ficou conhecido como “HIV dos gatos”.

Com o sistema imunológico enfraquecido, os gatos com FIV contraem doenças com maior facilidade e sofrem com o maior aparecimento de infecções.

A transmissão ocorre principalmente por meio do contato sanguíneo, transfusões ou brigas entre os bichanos. Pode também ser transmitida no parto.

O FIV é um vírus que afeta felinos de todas as idades, mas estudos apresentam maior acometimento em animais mais velhos, com idade superior a cinco anos. Não há predisposição racial para o FIV. Os machos são mais acometidos, uma vez que a transmissão se dá no ato da mordida, e estes são mais suscetíveis a brigas por território ou para acasalamento, como já foi dito anteriormente.

Após entrar no organismo, os linfócitos são as primeiras células a serem infectadas. Em seguida, o vírus se espalha pelo corpo. Após algum tempo, observa-se diminuição das células brancas no sangue e o animal pode apresentar febre.

Inicialmente, a diminuição das células brancas é resultado da falta de neutrófilos (células que auxiliam na defesa do organismo contra infecções bacterianas) e da perda de determinados linfócitos importantes para o sistema imunológico. O animal pode ter anemia depois de certo tempo.

Se observar comportamento diferente do normal ou febre no seu gatinho, leve-o imediatamente a um Médico Veterinário.

O diagnóstico da FIV é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais. Métodos sorológicos de diagnóstico, são pouco utilizados, pois o nível de vírus circulante geralmente fica abaixo do limite de detecção destes exames. Testes imunoenzimáticos e o teste de Western Blotting são outros dois testes laboratoriais utilizados.

Assim como nos humanos, o Vírus da Imunodeficiência Felina não tem cura. Porém, o animal pode viver muitos anos caso receba o tratamento sintomático correto (que não elimina as infecções, mas trata as infecções oportunistas), alimentação adequada e suplementação vitamínica. Estes fatores certamente ajudarão a para manter o bem-estar do seu gatinho.

Existe vacinação para a FIV, porém, sua eficácia é questionável pelo fato do FIV ser um retrovírus e possuir grande  capacidade recombinante, vindo a produzir novas variantes virais.

Uma boa forma de evitar a contaminação é manter o seu bichano dentro de casa e castrado, isso diminuirá a probabilidade de brigas. Em relação aos felinos selvagens, o ideal é evitar o contato com gatos domésticos.

E lembre-se, só o médico Veterinário poderá diagnosticar e indicar o melhor tratamento para animais contaminados pelo Vírus da Imunodeficiência Felina.

LEPTOSPIROSE

A Leptospirose é uma doença bacteriana que afeta diversos mamíferos, inclusive os seres humanos. Desenvolve-se nos rins do animal infectado e é liberada viva no momento em que ele urina.

Após sua liberação no ambiente, a Leptospira (Gênero de bactéria que causa a Leptospirose) consegue sobreviver por meses, caso encontre as condições ideais, principalmente em águas paradas. Em épocas chuvosas, a Leptospira é levada junto com as águas até locais onde ela se acumula, ficando assim infectada. Continue reading “LEPTOSPIROSE”